quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cocô de baleia ajuda o clima


Quem diria: as baleias cachalote do Oceano Austral, na Antártica, estão combatendo o aquecimento global, que eleva a temperatura no planeta. Os cientistas da Escola de Estudos Biológicos da Universidade Flinders, em Adelaide (Austrália), descobriram que o cocô delas ajuda a retirar de circulação o carbono equivalente ao expelido por 40 mil carros por ano. Antes eles a acusavam de ser uma das culpadas pelo problema porque, durante a respiração, soltavam dióxido de carbono, o mais comum dos gases que causam o efeito estufa.

Cada uma das cerca de 12 mil baleias cachalotes que vivem lá defecam cerca de 50 toneladas de ferro no mar a cada ano, após se alimentarem de peixes e lulas. E o ferro é um excelente alimento para o fitoplâncton, formado pelas plantas marinhas que vivem perto da superfície da água e tiram o dióxido de carbono da atmosfera, por meio da fotossíntese. O cocô da baleia é tão eficiente porque é liberado em estado líquido e perto da superfície, antes de esse mamífero mergulhar.

A pesca industrial da baleia não só ameaça seriamente as cachalotes austrais, como também coloca em risco sua tarefa de eliminar o carbono. Antes de a pesca ser liberada, a população da espécie era dez vezes maior. O futuro desse mamífero marinho será debatido na próxima semana em Agadir, Marrocos, onde a Comissão Baleeira Internacional (CBI) discutirá um plano para relaxar a proibição de 24 anos que impede sua pesca comercial. Mas Japão, Noruega e Islândia continuam caçando, argumentando que tem finalidade científica, ao fabricarem cosméticos e remédios.
AFP/ Halldor Kolbeins

Islândia, Japão e Noruega caçam baleias, com o argumento de que tem finalidade científica

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Desafio para ter o Ferrorama de volta



Você pode não saber do que se trata, mas seus pais e avós conhecem bem. Ferrorama era a febre das crianças brasileiras nas décadas de 1970 a 1990, como um trenzinho elétrico, com vários vagões, que circulava num trilho. E não é que agora um grupo de marmanjões está fazendo o maior desafio para que a Estrela (antiga fabricante do brinquedo) volte a produzi-lo. A partir de hoje, eles vão percorrer um trecho do Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, em troca de ter o trenzinho de volta.

Tudo começou por causa dos insistentes pedidos de uma comunidade no Orkut, com 3.000 apaixonados pelo brinquedo para terem o Ferrorama de volta. Foi aí que a Estrela e sua agência de publicidade, a DM9DDB, lançaram o desafio: se eles fizerem o trenzinho percorrer os 20 últimos quilômetros do Caminho de Santiago de Compostela, o brinquedo será relançado no Brasil. O caminho de Santiago de Compostela foi o trajeto escolhido porque diz-se que todos que fazem este percurso voltam renovados.





O maior problema da viagem, que deve durar três ou quatro dias, é que a equipe só tem 110 metros de trilho e não pode deixar o trem parar em momento algum. Com isso, eles têm de ir tirando a última peça do trilho, colocando-a no início para garantir que o veículo permaneça em movimento. O desafio está sendo transmitido via satélite através do site www.voltaferrorama.com.br.Quem acompanhar a ação poderá interagir com a equipe que está na Espanha.



sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sabina tem arte no Dia do Meio Ambiente

Todo mundo vive falando que tem de preservar o meio ambiente, que é importante não desperdiçar água e não jogar lixo na rua, mas poucos tomam alguma atitude para salvar o planeta. E olha que essa discussão é bem antiga, do tempo em que seu pai ainda era criança. Desde 1972, comemora-se o Dia do Mundial do Meio Ambiente sempre em 5 de junho. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) depois de uma conferência que reuniu vários países para discutir o assunto.

Para lembrar disso, a Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá, tel.: 4422-2001), em Santo André, tem uma exposição com objetos que iriam parar no lixo, mas viraram arte. No Projeto Laboratório Lúdico, todo tipo de reciclável, como garrafas pet, tampinhas, rolos de papelão, revistas, entre outros materiais, são reaproveitados e se transformam em objetos de arte.
Ficam tão bonitos que é difícil reconhecê-los (as duas fotos publicadas são de trabalhos expostos). A ideia é preservar e deixar a cidade mais bonita. A Sabina abre para visitantes aos sábados e domingos, das 9h às 17h30 (a bilheteria fecha às 16h). Os ingressos custam R$ 5 e R$ 10. A exposição vai até 4 de julho.



Aproveite este fim de semana para pensar no que você pode fazer para não desperdiçar recursos naturais e aproveitar o que iria para o lixo. Ainda vale aquelas tão conhecidas atitudes como diminuir o tempo no banho, escovar os dentes com a torneira fechada, não jogar lixo no chão, separar os materiais recicláveis do lixo comum, levar sacola ao mercado para não precisar das sacolinhas de plástico, comprar menos coisas, não desperdiçar comida e por aí vai...
Depois reúna seus amigos na escola e encontre uma forma de preservar o ambiente que está ao redor de vocês. Se cada um cuidar do pedacinho que está mais perto dele, como se fosse o quintal de casa, todo o planeta será bem cuidado. Não fica mais fácil?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Chiadeira em torno da bola

Foto: AFP/ Peter Steffen


Até os chimpanzés que vivem no Zoológico de Hodenhagem, na Alemanha, parecem preocupados com a qualidade da bola da Copa do Mundo, na África do Sul. Diferentemente da redonda que está causando tanta polêmica, a dos macacos tem as cores da seleção alemã de futebol, preto, amarelo e vermelho.

Batizada como Jabulani, a bola do Mundial não agradou o time brasileiro, que a considera muito leve. O primeiro a reclamar foi o goleiro Júlio César, depois vieram outros jogadores. Coitada dessa gorduchinha que foi produzida pela Adidas com 11 cores diferentes, com predominância do branco, cada uma representando os 11 idiomas falados na África do Sul. O número 11 também faz referência aos 11 jogadores de cada seleção. Tudo bem estudado e calculado, menos a chiadeira que ela tem provocado.

Não há registros de outra polêmica semelhante a esta. Já é tradição produzir uma nova bola a cada Mundial. O objetivo é que ela seja cada vez mais rápida, para garantir mais gols em campo. Mas quem mais sofre com isso é mesmo o goleiro, que tem de, literalmente, agarrá-la com as mãos. Resta esperar para ver o que ainda vai rolar em torno dela.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lugar de xixi é no banheiro!

Fotos: Reprodução/madebysam.nl



Cada dia aparecem mais invenções esquisitas por aí. Agora o designer holandês Sam van Veluw criou um banheiro portátil para ficar preso ao tronco de árvores durante shows e eventos realizados a céu aberto. Batizado de P-Tree, ele teve essa ideia numa noite em que estava num show, apertado para ir ao banheiro. Como não tinha nada disponível por perto, fez xixi na árvore.

O que Sam fez é repetido todos os dias por muita gente; a maioria do sexo masculino. Quantas vezes você já não viu isso na estrada? Muitos até fizeram o mesmo, não? Xixi não deve ser feito fora do banheiro, como em postes (quem faz isso é cachorro!), viadutos e no matinho. Além de deixar o lugar sujo e com mau cheiro, a urina pode trazer vírus e bactérias que provocam muita doenças.

Até o século 19, banheiro era luxo. As principais cidades da Europa não tinham privada e esgoto dentro das casas. Com isso, as pessoas faziam xixi e cocô no penico e depois jogavam na rua. Para diminuir a sujeira, soltavam porcos para comer tudo. Imagine só que depois comiam os porcos. Eca!!!!



Mas voltando ao invento holandês, o P-Tree sugere ser opção ao banheiro químico, aquela cabine instalada em lugar público para armazenar xixi e cocô de multidões, onde não há instalação sanitária fixa nem rede de água e esgoto. A sujeira fica depositado em uma caixa fechada com capacidade para 220 litros. Para evitar mau cheiro (nem sempre eliminado), a caca recebe substâncias químicas. A limpeza só ocorre no final do evento.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fósseis pré-históricos


Os paleontólogos estão sempre procurando pistas para saber como era a vida dos seres que habitavam a Terra antes de o homem aparecer. Muitas vezes, pelos fósseis (restos de animais e vegetais incrustados em rochas) que encontram, eles não conseguem desvendar como era a vida dos bichos porque as partes não são suficientes para montar uma réplica (cópia) deles.
Entretanto, algumas vezes eles têm sorte, como os dois pesquisadores do Rio Grande do Sul que encontraram fósseis (foto acima) de um predador pré-histórico que viveu no Brasil há mais de 238 milhões de anos. O réptil, chamado de Prestosuchus chiniquensi, é tão antigo que viveu por aqui antes do aparecimento dos dinos.

A espécie estava muito bem conservada. Seu esqueleto manteve-se praticamente intacto. Depois de estudó-lo, os paleontólogos concluíram que o animal era parecido com o jacaré, caminhava sobre quatro patas, possuía cauda longa e focinho alongado, pesava cerca de 1.000 quilos e media 7 metros. O Prestosuchus pertencia ao grupo dos arcossauros basais (nome dos predadores que antecederam os dinos). Agora, eles pretendem montar uma réplica do animal, já que até hoje nenhum fóssil de Prestosuchus estava tão completo quanto esse.

TEM MAIS
Já foram encontrados fósseis de 17 espécies de dinossauros no Brasil. A maioria dos achados era formada por pedaços de ossos, dentes, ovos e pegadas. As principais descobertas foram feitas na Bacia do Araripe, região que fica na divisa entre os Estados de Piauí, Pernambuco e Ceará.