Fotos: AFP




















Como fazem as dublagens?
Renata: Assistimos a cada cena em inglês e lemos o texto em português. Então a cena passa novamente na tela e colocamos a nossa voz. Temos de tomar cuidado para as falas encaixarem direito no movimento da boca do personagem.
É difícil fazer esse tipo de trabalho?
Olavo: Temos de decorar o texto, olhar para a tela e encaixar perfeitamente as palavras. Tem de ter coordenação para não errar. Dependendo do personagem, a gente tem de mudar a voz, deixando-a mais grossa ou mais fina.
Já dublaram outros personagens?
Renata: Meu primeiro trabalho foi fazer a Barbie do Toy Story 3.
Olavo: Eu também fiz Toy Story 3, era o Andy. Cresci vendo os filmes. Ser convidado para dublá-lo, me deixou muito feliz, foi especial.
Quem quer ser dublador deve fazer curso?
Renata: Sim, os cursos ajudam, mas deve-se falar bem e treinar bastante. Qualquer um pode tentar e há várias crianças que fazem isso.
Deixem um recado para os leitores do Diarinho:
Renata: Espero que todos assistam e gostem de Adolepeixes, pois é uma série superlegal. Até lá.
Quem disse que não é bom envelhecer não sabe o quanto é legal fazer Diarinho. O suplemento chega à edição 2.000 neste domingo (28) com muita energia e vontade de dobrar a idade. Você vai encontrar lá uma galera que cresceu lendo Diarinho e se mantém leitor fiel até hoje e vai saber por que é preciso mudar sempre. Poderá aproveitar e acessar o vídeo no site do Diário (dgabc.com.br) e conhecer quem já fez o Diarinho. Enquanto isso, a galera que é supercomprometida com o trabalho que faz conta um pouquinho sobre sua relação com o suplemento. Confira:
Como sou de São Paulo, nunca tinha ouvido falar no Diarinho, até que comecei a trabalhar aqui e me apaixonei. Escrever para o público infantil é mais difícil do que parece. Mas nesses cinco anos, aprendi que o segredo é pensar como criança e escolher assuntos que estimulam a leitura, sem ser chatos. Enquanto escrevo, lembro do que gostava de ler e o que me divertia na infância.
Tenho 51 anos e metade desse tempo passei desenhando o Diarinho. Não conheço nenhuma criança que não goste de desenhar. Toda criança desenha, algumas gostam tanto que nunca param e passam a vida toda desenhando e eu sou uma dessas crianças.
Minha relação com o Diarinho é antiga e sempre foi cheia de emoções. Um dia me disseram “Denis, você vai participar da produção do Diarinho”. Caramba! Não sabia o que pensar. É que nos idos do ‘guaraná-com-rolha’, nos anos 1980, eu era um garoto que se diverta com o suplemento. Todo domingo minha família almoçava na casa da vó Ana e era quase um ritual correr para caçar o Diarinho no meio do Diário. Foi esse um dos motivos pelos quais escolhi minha profissão. O jornal passava de mão em mão; os primos queriam pegar e minha tia, professora, levava para as aulas da semana.
Nayara Fernandes, estagiária
Quando tinha 7 ou 8 anos, lia o Diarinho todos os domingos. Meu pai era assinante do Diário do Grande ABC e eu e minha irmã devorávamos as páginas da publicação. Minha irmã adorava fazer os divertimentos. Eu, curiosa que sou, não deixava de ler tanto o Diarinho quanto o jornal dos adultos, o Diarião. Acho que por isso já tomava gosto pela leitura e, mais tarde, pelo jornalismo. Não me lembro de reportagens ou formatos, sei apenas que não deixava ninguém pegar a minha coleção que, atualmente, já está amarelada. Cresci e não imaginava que, de repente, como obra do destino, estaria aqui, ajudando essa equipe que eu admirava na infância. Hoje, com 21 anos, posso dizer que sou mais fã do que era quando criança.
Teresa Monteiro, editoraSou apaixonada pela vida, pelas pessoas e pelo que faço. Muito dessa paixão devo ao meu aprendizado de 18 anos no Diarinho. A cada dia, aprendo algo novo e descubro uma nova maneira de enxergar o já conhecido, fazendo com que eu encontre uma cara nova para tudo. Aprendo isso com os leitores, porque só criança tem essa capacidade.
O legal agora é que há pouco mais de um ano o Diarinho ganhou um irmão, o D+. E é com os adolescentes que aprendo uma outra lição, desta vez desconfiar de tudo, mas depois se entregar a cada nova paixão. Vivendo assim não dá para ficar velha nunca, apesar dos meus bem vividos 55 anos. Tudo isso é só para repetir que amo fazer o que faço.
Eu tenho e adoro. Cutuco o pessoal, posto minhas fotos, converso com a galera, jogo Farmville, Mafia... e fico de olho bem aberto.
Muita gente não presta atenção aos exageros da exposição nas redes sociais virtuais e acaba com dor de cabeça. Não é um problema das redes e sites em si, mas nosso mesmo. Queremos sempre falar mais, mostrar mais. E, pior, muitas vezes ignoramos os recursos de privacidade que os sites oferecem.
Há muitos livros para ajudar a perceber que não pode retirar do planeta nada além do que é preciso, como Compra pra mim (Paulus Editora, 80 págs., R$ 16), de Manuel Filho. Na história, João, 11 anos, quer comprar todas as novidades que vê na TV. Pede tanto um novo brinquedo que acaba ganhando, mas descobre que o boneco pode ser perigoso. A obra traz dicas de como consumir sem exagero e se proteger da propaganda.

Conta a história de Naná e Cris, duas garotas que moram em Florianópolis, Santa Catarina. O pai de Naná vai fazer pesquisa sobre plantas medicinais em Guiné-Bissau, na África, e leva toda a família. Como lá não tem computador para mandar e-mail, Nana começa a trocar cartas com a amiga que ficou no Brasil. Por meio das cartas, elas falam sobre sua família, seus segredinhos, medos e desejos. De quebra, Naná conta como é a vida no país africano. Está recheado de fotos bem legais.
Não é apenas o cão o melhor amigo do homem. O pônei também pode ser, como prova Cali que se transformou em guia para Mona Ramouni, muçulmana de 28 anos cega, que estuda na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. O pônei assiste aulas com Mona, ao lado do cão-guia Harper que acompanha Cheryl Wade, outra cega amiga de classe de Mona, e permanece calmo durante todo tempo.
Os pais de Mona não permitiriam que a jovem fosse acompanhada por cão-guia, utilizado para auxiliar deficientes visuais a se locomoverem. Pelas leis religiosas do islamismo, o cão é considerado impuro e não poderia ser utilizado nesta tarefa.